12 de março de 2009

Entenda o tão comentado PROJETO F-X2


Em julho de 2000, o então presidente Fernando Henrique Cardoso aprovou o Programa de Fortalecimento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, visando o reaparelhamento da Força Aérea Brasileira, com investimentos totais de US$ 3,354 bilhões no período de 2000 a 2007, consistindo na construção e aquisição de aeronaves de combate, de transporte e de helicópteros pesados. Dentro deste planejamento, destaca-se o Projeto FX, orçado em US$ 700 milhões, para a compra de 12 a 24 caças de superioridade aérea para substituir os F-103 Mirage III BR, do 1º GDA baseado em Anápolis(GO), que já contam com mais de 30 anos de uso pela FAB e que encerrarão seu ciclo operacional em 2005.

Mas o Projeto entrou na gaveta e acabou sendo adiquirido caças "tampão", que são os hoje os Mirage 2000.

Já em 2007 a FAB anunciou a retomada do programa de aquisição de caças de superioridade aérea, agora informalmente chamado Projeto FX-2 - cá entre nós cairia melhor F-X "o retorno" - em face das recentes mudanças no cenário continental, principalmente as aquisições do Chile (F-16C/D Block 50) e Venezuela (Sukhoi SU-30 MKV). Agora os fabricantes apresentam aeronaves mais modernas do que as propostas anteriores. Porém há a possibilidade de que seja dispensada a licitação, com a aquisição direta de 24 a 36 caças no curto prazo, podendo chegar a 120 unidades no longo prazo.
Os participantes do atual projeto eram:

O francês Rafale C
europeu Eurofighter Typhoon
O sueco Gripen NG
O russo Sukhoi SU-35
Os americanos F-16 C Block 60
F-18 E/F Super Hornet
F-35 Lightning II

Sendo assim, surgem como principais candidatos o Rafale C (preferido por boa parte dos oficiais da FAB), favorecido ainda pelo bom relacionamento entre os dois países, como o rescente contrato de compra de submarinos e helicópteros e segundo o Presidente francês, oferece apoio ao de um acento do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, e o Sukhoi SU-35 que apesar de ser uma excepcional máquina de guerra, pode ser prejudicado pela falta de tradição no uso de aeronaves russas em nossas Forças Armadas e por possíveis pressões do governo americano.

Em 2008 em nota oficial a Comissão Gerencial do Projeto F-X2 informa que pretende definir em breve o caça padrão para a FAB, que deverá iniciar sua operação no Brasil em 2015 e para tanto as empresas foram pré-selecionadas e receberam solicitação para apresentarem informações (Request For Information – RFI). O Brasil deixou claro que a tranferencia de tecnologia é um dos pontos mais fortes para a escolha do caça. Por esse motivo, podemos dizer que os americanos descartaram o F-35, pois além de ser um caça de última geração, são extremamente restritos tradicionalmente a transferência de tecnologia.

Depois de todo o processo de seleção em 30/10/2008:
Nota oficial - "Em continuidade ao processo de seleção dos novos caças multi-emprego para a Força Aérea Brasileira (FAB) e cumprindo o cronograma pré-estabelecido, o Comando da Aeronáutica informa que, por meio da Gerência do Projeto F-X2, nesta quinta-feira, 30 de outubro, procedeu à entrega do Pedido de Oferta às empresas participantes selecionadas na short list, listadas aqui em ordem alfabética: Boeing F-18 E/F Super Hornet, Dassault Rafale e Saab Gripen NG. A partir do recebimento do Pedido de Oferta (Request For Proposal – RFP, em inglês), as empresas terão até o dia 2 de fevereiro de 2009 para apresentarem suas propostas, as quais serão submetidas a profundas análises, com base nos requisitos estabelecidos pelo Comando da Aeronáutica. Nesta etapa, as empresas devem detalhar os aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial (Off set) e de transferência de tecnologia".
- Nota-se que o governo e a FAB mantém uma posição neutra em relação as aeronaves -


Os finalistas:

Até 31 de Dezembro de 2009, as empresas tiveram a oportunidade melhorarem suas propostas e até mesmo colocar "bônus" e suas ofertas. Mas vale dizer que praticamente em todo o ano de 2009, o Presidente Lula e o Minitro da Defesa dixou claro que tem preferência pelo caça françês.
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No início de Janeiro de 2010, vazou à imprensa o resultado técnico final elaborado pela FAB, que hierarquizava os caças, colocando como vencedor o sueco Grippen NG, segundo o americano F/A - 18 Super Hornet e em terceiro françês Rafale. Segundo esse relatório o que pesou na dispulta o a questão de que o Grippen transferirá toda sua tecnologia, com proposta de construção no Brasil de uma versão mais avançada do caça para exportação, ter um custo de operação bem menor que os concorrentes, isso pelo fato de ter apenas um motor e claro seu custo por unidade é a metade do então favorito Rafale.

Em seguida saiu um nota informado que esse relatório não é oficial e que a decisão final será política, ou seja, que escolherá será o presidente Lula, espelações afirmavam que esse Projeto entraria novamente para a gaveta. o Lula disse que o resultado será dado por ele e no seu mandato.

Há alguns meses poderiamos dizer que o Rafale já era o vencedor, mas com toda esse controvérsia que vem acontecendo, acredito que todos ainda tem chances claras. E para pesar mais ainda nessa decisão, a Embraer na confirma, mas sabe-se que tem preferência pela sueco, a FAB pelo americano e o governo pelo françês.

Projeto KC - 390 da Embraer

O Embraer EMBRAER C-390 é um projeto desenvolvido para a produção de um jato militar de transporte, anunciado na feira de materiais de defesa Latin America Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro no ano de 2007.
Com turbinas a jato, utilizará a tecnologia fly-by-wire do avião civil
Embraer 190 em sua aviônica. Terá capacidade para transportar 19 toneladas de carga, inclusive veículos. Será a aeronave mais pesada produzida pela Embraer.
Em outubro de 2008, o Congresso Brasileiro aprovou o uso de cerca de R$800 mi pela Embraer para o desenvolvimento do C-390. Essa verba deve ser liberada pela FAB via aval do Executivo.
No início de março de 2009, o Presidente Lula anunciou que o Governo vai fazer um investimento para o desenvolvimento inicial do KC-390 na ordem de R$50 a R$60 milhoes. Esse montante deve representar cerca de 5% do desenvolvimento da aeronave. Enquanto a Embraer não fecha as parcerias para o desenvolvimento e/ou produção da aeronave, a FAB vai preparando a proposta de desenvolvimento e compra de cerca de 22 a 30 aeronaves num lote inicial. O valor do que seria o primeiro contrato deve chegar a US$1,3 bi, em um mercado estimado pela Embraer de US$20 bi ou mais.
Obs: O projeto da aeronave, era com as asas traseiras rente a fuzelagem, mas houve uma alteração colocando-as em forma de "T", possibilitando assim, um maior desempenho.


O QUE ELE PODERÁ SER CAPAZ DE REALIZAR:
**Transporte e lançamento de cargas e tropas
**Reabastecimento em vôo (caças, transporte ou (ISR) e no solo
**Evacuação Aeromédica (UTI móvel, remoção de feridos)
**Transporte de cargas paletizadas
**Transporte de veículos leve e médios
**Ajuda humanitária
**Lançamento a baixa altura (LAPES - Low Altitude Parachute Extracting System)
**Lançamento de cargas e pára-quedismo em todas as altitudes
**Operação em pistas não pavimentadas e curtas



O ENVOLVIMENTO DO PROJTO FX -2 COM O KC - 390.
Segundo a FOLHA DE SÃO PAULO, 20 de fevereiro de 2009.
A empresa norte-americana Boeing propôs à FAB construir os caças supersônicos F-18 Super Hornet no Brasil. Segundo a Folha apurou, a linha de montagem do avião de combate seria instalada na fábrica da Embraer no município de Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A oferta sigilosa está em negociação e poderá abranger parceria na construção da fuselagem do cargueiro a jato C-390 -ousado projeto militar da Embraer, que ontem anunciou a demissão de 4,3 mil funcionários. A companhia não comentou a proposta, mas disse que o F-X2 poderá agregar tecnologia à indústria aeronáutica. A Boeing é a primeira finalista a propor a montagem dos aviões. A francesa Dassault (Rafale) e a sueca Saab (Gripen NG) cogitaram, mas não concretizaram a oferta. A fabricação no Brasil está condicionada ao volume da encomenda. Sem entrar na questão, Chris Chadwick, presidente da Boeing Military Aircraft, disse à Folha que o pacote de “off set” é “robusto e poderá beneficiar até 60 empresas brasileiras”. A FAB informou à reportagem que a partir do mês abril fará visitas aos concorrentes para testar os caças. Paralelamente, o governo de Barack Obama entrou na articulação para aumentar as chances da Boeing. Número um para a América Latina no Departamento de Estado, Thomas Shannon defendeu o negócio como ponto de inflexão na cooperação militar. “É a oportunidade para uma aliança ampla, que garanta a modernização das Forças Armadas brasileiras”, disse à imprensa em reunião organizada pela Boeing. Shannon afirmou que as decisões sobre transferência tecnológica serão tomadas “caso a caso” e não garantiu a abertura dos códigos fontes, exigência da FAB para integrar ao caça mísseis nacionais.

11 de março de 2009

Projeto FX - 2

O Projeto FX-2 pretende reequipar e renovar a Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB), beneficiando inicialmente o 1º Grupo de Defesa Aérea - 1º GDA - JAGUAR.

02/07/2008 - Importante - Em nota oficial a Comissão Gerencial do Projeto FX-2 informa que pretende definir em breve o caça padrão para a FAB, que deverá iniciar sua operação no Brasil em 2015 e para tanto seis empresas foram pré-selecionadas e receberam solicitação para apresentarem informações (Request For Information – RFI): as norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II); a francesa Dassault (Rafale); a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35); a sueca Saab (Gripen); e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon). O processo de escolha da aeronave vencedora levará em conta, principalmente, o atendimento aos requisitos operacionais estipulados pela FAB. Outros critérios a serem utilizados na avaliação dizem respeito à logística, aos custos, às condições das ofertas de compensação comercial e o grau de transferência de tecnologia para a indústria aeronáutica brasileira.

02/10/2008 - Importante - A Comissão Gerencial do FX-2, após exaustivas avaliações de toda a documentação apresentada pelos seis concorrentes (alguns dossiês continham mais de quatro mil páginas), levando-se em consideração os aspectos das áreas operacional, logística, técnica, propostas de offset e transferência de tecnologia, elaborou uma short list visando uma avaliação mais detalhada dos requisitos operacionais e dos sistemas de armas dos candidatos. Para esta segunda fase do processo foram selecionadas as seguintes aeronaves: F-18E Super Hornet, da Boeing, Rafale C, da Dassault e Gripen NG, da Saab. Na sequência será solicitada aos fabricantes uma proposta comercial concreta, enquanto a FAB avalia separadamente cada um deles, concentrando-se em especial em duas características relacionadas a performance dos caças: desempenho em superioridade aérea e em interdição. Concluídas estas fases, no decorrer de 2009 deverá ser anunciado o vetor escolhido, colocando-se então a encomenda do 1º lote com 36 unidades a serem entregues a partir de 2014.



As características do finalistas.

Rafaele F3:

Rafale é o caça multifuncional que substituirá todos os aviões de combate franceses atuais, desde o Sepecat Jaguar de ataque até os Mirage 2000-5 de defesa aérea e ataque. Esse caça é uma amostra de como o desempenho dos caças pode evoluir de forma imprevisível. Digo isso porque a uns 10 ou 12 anos atrás era impossível imaginar uma aeronave que pudesse superar as marcas de desempenho manobrado de um F-16 de forma tão absoluta como o Rafale foi capaz.





F/A-18 E/F Super Hornet:


O F/A-18E é a ultima versão do caça F/A-18 desenvolvido para a marinha dos EUA entre o final dos anos 70 e início dos anos 80. O F/A-18 original foi o avião de terceira geração com melhores características multifuncionais, porém havia pequenas limitações que atrapalhavam nas missões que ele tinha que cumprir. A principal delas era a baixa autonomia, que impedia missões de interdição em profundidade, e uma outra, era a carga de armas que era menor que a do seu antecessor A-6 intruder. No novo F/A-18E Super Hornet essas limitações foram resolvidas, e o caça pode atacar alvos que estejam a 1400 km da base ou navio e transportando mais carga, graças a um aumento do tamanho das asas e da fuselagem. O aumento do bordo de ataque (LERX), garante melhor sustentação que os Hornets mais antigos mas mesmo assim a manobrabilidade é um pouco inferior ao dos F/A-18C. As asas maiores montadas no F/A-18E também contribuem para uma melhor sustentação, além de possuirem 2 novos pontos para transporte de armas. O Super Hornet transporta uma tonelada a mais de carga que seu antecessor.


JAS-39 NG:



Gripen é o mais leve dos caças de nova geração que estão entrando em operação nesse início de século, sendo projetado desde o início como uma plataforma totalmente multifuncional desde o primeiro risco no papel. Os caças atuais como o F-16, ou o F-18, também são multifuncionais, porém para cumprir uma missão de ataque com todo o potencial da aeronave, eles têm que colocar certos módulos específicos dos aviônicos de forma que um avião preparado para atacar alvos terrestres terá uma certa capacidade de combate aéreo, e vice versa. Com o Gripen isso não acontece porque tudo que você precisa está lá, voando com você, bastando apenas teclar certos botões para mudar de missão. Essa capacidade é sem precedentes e com certeza uma excelente vantagem tática e comercial, facilitando um melhor custo benefício dessa aeronave no mercado internacional.O Gripen está equipado com um motor Volvo RM-12 que, na verdade é uma versão do motor General Eléctric F-404 usado nos caças F/A-18 Hornet dos Estados Unidos. este motor proporciona um empuxo de 8050 kgf, sendo um pouco mais potente que a versão orginal norte americana. Este motor é extremamente confiavel e permite acelerações bruscas sem que apareçam problemas.




Dados técnicos: