12 de março de 2009

Projeto KC - 390 da Embraer

O Embraer EMBRAER C-390 é um projeto desenvolvido para a produção de um jato militar de transporte, anunciado na feira de materiais de defesa Latin America Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro no ano de 2007.
Com turbinas a jato, utilizará a tecnologia fly-by-wire do avião civil
Embraer 190 em sua aviônica. Terá capacidade para transportar 19 toneladas de carga, inclusive veículos. Será a aeronave mais pesada produzida pela Embraer.
Em outubro de 2008, o Congresso Brasileiro aprovou o uso de cerca de R$800 mi pela Embraer para o desenvolvimento do C-390. Essa verba deve ser liberada pela FAB via aval do Executivo.
No início de março de 2009, o Presidente Lula anunciou que o Governo vai fazer um investimento para o desenvolvimento inicial do KC-390 na ordem de R$50 a R$60 milhoes. Esse montante deve representar cerca de 5% do desenvolvimento da aeronave. Enquanto a Embraer não fecha as parcerias para o desenvolvimento e/ou produção da aeronave, a FAB vai preparando a proposta de desenvolvimento e compra de cerca de 22 a 30 aeronaves num lote inicial. O valor do que seria o primeiro contrato deve chegar a US$1,3 bi, em um mercado estimado pela Embraer de US$20 bi ou mais.
Obs: O projeto da aeronave, era com as asas traseiras rente a fuzelagem, mas houve uma alteração colocando-as em forma de "T", possibilitando assim, um maior desempenho.


O QUE ELE PODERÁ SER CAPAZ DE REALIZAR:
**Transporte e lançamento de cargas e tropas
**Reabastecimento em vôo (caças, transporte ou (ISR) e no solo
**Evacuação Aeromédica (UTI móvel, remoção de feridos)
**Transporte de cargas paletizadas
**Transporte de veículos leve e médios
**Ajuda humanitária
**Lançamento a baixa altura (LAPES - Low Altitude Parachute Extracting System)
**Lançamento de cargas e pára-quedismo em todas as altitudes
**Operação em pistas não pavimentadas e curtas



O ENVOLVIMENTO DO PROJTO FX -2 COM O KC - 390.
Segundo a FOLHA DE SÃO PAULO, 20 de fevereiro de 2009.
A empresa norte-americana Boeing propôs à FAB construir os caças supersônicos F-18 Super Hornet no Brasil. Segundo a Folha apurou, a linha de montagem do avião de combate seria instalada na fábrica da Embraer no município de Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A oferta sigilosa está em negociação e poderá abranger parceria na construção da fuselagem do cargueiro a jato C-390 -ousado projeto militar da Embraer, que ontem anunciou a demissão de 4,3 mil funcionários. A companhia não comentou a proposta, mas disse que o F-X2 poderá agregar tecnologia à indústria aeronáutica. A Boeing é a primeira finalista a propor a montagem dos aviões. A francesa Dassault (Rafale) e a sueca Saab (Gripen NG) cogitaram, mas não concretizaram a oferta. A fabricação no Brasil está condicionada ao volume da encomenda. Sem entrar na questão, Chris Chadwick, presidente da Boeing Military Aircraft, disse à Folha que o pacote de “off set” é “robusto e poderá beneficiar até 60 empresas brasileiras”. A FAB informou à reportagem que a partir do mês abril fará visitas aos concorrentes para testar os caças. Paralelamente, o governo de Barack Obama entrou na articulação para aumentar as chances da Boeing. Número um para a América Latina no Departamento de Estado, Thomas Shannon defendeu o negócio como ponto de inflexão na cooperação militar. “É a oportunidade para uma aliança ampla, que garanta a modernização das Forças Armadas brasileiras”, disse à imprensa em reunião organizada pela Boeing. Shannon afirmou que as decisões sobre transferência tecnológica serão tomadas “caso a caso” e não garantiu a abertura dos códigos fontes, exigência da FAB para integrar ao caça mísseis nacionais.

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